Inauguração de exposição com a obra de Francisco Tropa

Out 9, 2014

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Fotografia: © DR

No próximo sábado, dia 11 de outubro, terá lugar, pelas 17 horas, a inauguração da exposição “A influência do artesanato Índio no minimalismo americano (uma alegoria)” , do artista Francisco Tropa, no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A exposição representa o terceiro e último momento do ciclo de intervenções Tentar o próximo passo, promovido pelo Laboratório de Curadoria do Mestrado em Estudos Curatoriais da Universidade de Coimbra.

O ciclo Tentar o próximo passo iniciou-se com Um círculo que não é um círculo de Fernanda Fragateiro, seguindo-se de Casca (partes escolhidas) de Ricardo Jacinto, e finalmente A influência do artesanato Índio no minimalismo americano (uma alegoria) de Francisco Tropa.

Este ciclo de intervenções tem vindo a ser marcado pela forte presença da estrutura desenhada pelo Arquiteto João Mendes Ribeiro, que serviu de suporte expositivo para a sua exposição Vinte e dois desenhos, realizada no Colégio das Artes entre novembro e dezembro do ano passado. Esta estrutura, que serviu de repto para todas as obras e que tem vindo a ser desconstruída ao longo de todo o ciclo, vai agora marcar-nos com a sua ausência, desaparecendo na obra de Francisco Tropa, mas não deixando de ser o mote e razão de existência deste ciclo de exposições.

O Laboratório de Curadoria é um projeto coletivo dos alunos do Mestrado em Estudos Curatoriais e apresenta-se como um espaço de experimentação artística em estreita colaboração e diálogo com os artistas convidados.

 

Nota biográfica do artista: Francisco Tropa nasceu em Lisboa, em 1968. Entre 1987 e 1992 frequentou o plano de estudos completo do Ar.Co, em Lisboa. Em 1992 foi bolseiro da mesma instituição no Royal College of Arts, em Londres, e entre 1995 e 1996 bolseiro da Fundação Alfred Topfel, na Kunstakademie [Academia de Arte] de Münster. De 1996 a 2007 foi professor no Departamento de Escultura do Ar.Co. Tendo exposto individualmente pela primeira vez em 1991, constrói desde então uma obra singular, incidente sobre os fenómenos sensíveis e a experiência da perceção. Fazendo uso de uma linguagem formal heterogénea, onde escultura, arquitetura, pintura, fotografia, cinema e teatro se cruzam e combinam, os seus projetos desafiam qualquer categorização de géneros artísticos. Uma parte dos projetos/instalações de Tropa criam um complexo dispositivo cénico através da combinação de diversos elementos fabricados, recolhidos ou projetados pelo artista no espaço específico em que são exibidos, desafiando qualquer conceito preestabelecido da experiência de perceção. As exposições “A Assembleia de Euclides”, realizada no Matadero, em Madrid, em 2007, e “Tesouros Submersos do Antigo Egipto”, no Espaço Chiado8, em Lisboa, em 2008, são disso exemplo. Para além destas exposições, destacam-se ainda o seu projeto na Capela da Casa de Serralves, em 1998, a sua participação na Bienal de São Paulo (em colaboração com Lourdes Castro), em 1999, a sua participação na “Manifesta 3”, em Lublijana, em 2000, e na 50ª Bienal de Veneza em 2003.

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