Ciência e Mistério no Rómulo

Set 23, 2014

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Carlos Fiolhais, Rómulo de Carvalho
Carlos Fiolhais vai moderar o debate Ciência e Mistério no Rómulo, Centro de Ciência Viva da UC
Fotografia: © UC | Karine Paniza

Está a chegar mais uma Noite dos Investigadores, e o Rómulo – Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra (UC) junta-se à iniciativa, abrindo as portas a todos os que queiram desvendar alguns mistérios da ciência.

David Marçal é um bioquímico que fala da pseudociência, Paulo Sousa Pinto é um historiador que desvenda os Descobrimentos e Sérgio Rodrigues é um químico que conta com a literatura como veículo para a ciência. No dia 26 de setembro, tal como acontece noutros locais de Coimbra e da Europa, a ciência acontece no Departamento de Física. Às 21h15 tem início o debate “Ciência e Mistério”.

“Mistério é o desconhecido mas há uma parte desse território que tem como fronteira a ciência”, afirma Carlos Fiolhais, físico e diretor do Centro Ciência Viva da UC que vai moderar o debate no dia 26. “Porque este é um sítio de livros, fomos buscar autores, numa espécie de ante estreia literária”, refere.

Queremos que seja uma noite de dúvidas e de surpresas

“Pseudociência” (Fundação Francisco Manuel dos Santos) vai ser apresentado pela primeira vez pelo autor. David Marçal vai mostrar “a ciência versus o que se faz passar por ciência”, desvenda Carlos Fiolhais. Já Paulo Sousa Pinto, historiador, leva à Noite dos Investigadores “Os Portugueses descobriram a Austrália? – 100 perguntas sobre factos e curiosidades dos Descobrimentos” (A Esfera dos Livros). “Esta é uma ciência que não é como a matemática mas que também se quer rigorosa”, afirma o diretor do Centro Ciência Viva, “o autor pretende distinguir o que temos como verdadeiro ou falso” sobre os Descobrimentos. Finalmente, Sérgio Rodrigues, químico da Universidade de Coimbra, é o autor de “Moléculas por todo o lado: Química e Literatura” (Gradiva) e que “vai mostrar a omnipresença da química”. “Nunca abri nenhum livro onde não aparecesse a química, desde o veneno de Romeu e Julieta à tinta invisível de um policial, descobrimos que ela está em todo o lado”, brinca Fiolhais. “A literatura é também uma forma de falar de mistério: quando não sabemos as coisas pela ciência, normalmente refugiamo-nos na ficção”, adianta.

O público é convidado a “gerar diálogo, por isso é ciência e cidadania”, explica Carlos Fiolhais. De acordo com o diretor do centro “os três convidados são cientistas (nas suas áreas) e as pessoas devem pôr as coisas em causa e fazer perguntas”. “Queremos que seja uma noite de dúvidas e de surpresas”, porque isso é a ciência, remata Carlos Fiolhais.

Já não é a primeira vez que o Rómulo – Centro de Ciência Viva da UC se junta à Noite dos Investigadores. Também aqui os cientistas estão de “portas abertas a mostrar quem são e o que fazem”, sublinha Carlos Fiolhais. “Aqui é um sítio de cultura científica”, mas não é o único: “Há muitas atividades no menu para escolher”. Porque “26 de setembro é um dia de ciência”, conclui o físico.

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