Antero Abrunhosa e António Olaio foram reconduzidos nos cargos de diretores do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) e Colégio das Artes (CA), respetivamente. Uma “opção lógica”, para o Reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, que referiu que, “em tempos de pandemia, há um valor que deve falar mais alto, que é de estabilidade”. “É neste momento que se afirma a força da academia”, continuou o responsável.

Amílcar Falcão enalteceu o “trajeto ascendente notável” do ICNAS nos últimos anos, algo “que não tem paralelo” e que acredita que vai continuar para no futuro. Já com o CA, “devemos olhar e estimar como um pilar das artes na UC”. Amílcar Falcão reforçou o desejo em dotar o CA de “infraestruturas para alojar as artes”, ainda durante o mandato reitoral.

ICNAS anuncia participação em consórcio ProtoTera

Durante a cerimónia, Antero Abrunhosa destacou o trabalho desenvolvido pela unidade orgânica que lidera que “cresceu muito para além das nossas melhores expetativas”. Para além da “produção de radiofármacos PET”, a realização de exames, muitos “pioneiros e únicos em Portugal, tanto ao nível da PET como da RM”, o diretor do ICNAS referiu ainda a investigação aí realizada: “temos investigadores de todos os campos de investigação da UC e somos um centro verdadeiramente interdisciplinar”, acrescentou. Nesse âmbito, Antero Abrunhosa referiu a criação, para breve, do doutoramento em Imagem Médica e Investigação Translacional, juntamente com o Instituto de Investigação Interdisciplinar da UC, “parceiro fundamental” do ICNAS.

Mas o anúncio principal ficou para o final. “Ambição maior”, caracterizou o diretor, ao anunciar “as bases de uma futura Infraestrutura Nacional de Terapia Oncológica com Protões”, num consórcio nacional com o nome ProtoTera e com dois polos – um em Loures e outro em Coimbra, e que engloba um investimento total de 100 milhões de euros. “A unidade a instalar na UC será dotada de um ciclotrão de 70 MeV, com uma sala de tratamento para tumores oculares e pediátricos”, a localizar no polo III, “em estreita colaboração com a Faculdade de Medicina da UC”, acrescentou.

Colégio das Artes concebe painel para o Hospital Peditátrico

“O CA vive ativamente o meio académico e desafia os agentes da arte para além do espaço universitário”, sublinhou António Olaio. Sem deixar de referir as várias plataformas onde isso acontece, o diretor enumerou as diversas atividades e iniciativas promovidas pela unidade orgânica que se tornam “prova do reconhecimento do Colégio das Artes” nas várias artes. A forte componente de produção artística, as exposições – disponíveis de forma online -, as mais de uma centena de conferências “com um forte caráter interdisciplinar”, assim como as colaborações, como a Bienal, fazem do CA “um lugar de referência na produção artística, curatorial e editorial”, acredita António Olaio.

O diretor revelou ainda que o doutoramento em Arte Contemporânea “conta sempre com o triplo dos candidatos do que as vagas disponíveis” o que demonstra “a sua diferença” face a outros. Quanto a sinergias para o futuro mais imediato, destacou a participação do CA na “concepção de um Painel para o Hospital Pediátrico em colaboração com a Faculdade de Medicina da UC e a Associação Académica”. “São 70 artistas a participar, a maquete está feita e está fantástico”, garantiu. De acordo com António Olaio, é mais uma forma de “contribuir para [o CA] fortalecer laços com a sua universidade e para além dela”.

Veja aqui algumas fotos do evento:

Tomada de posse dos diretores do ICNAS e Colégio das Artes

 

Marta Costa

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