Universidade de Coimbra (UC) e Academia de Ciências Sociais da China (CASS, na sigla inglesa) assinaram esta sexta-feira, dia 26, um memorando de entendimento que vem abrir portas a fortes relações de cooperação e intercâmbio entre as duas instituições. “É o início de uma colaboração na qual depositamos grande esperança de fortes concretizações futuras”, sublinhou o Reitor da UC, João Gabriel Silva, na cerimónia de assinatura do acordo entre as duas instituições.

UC assina acordo com a Academia de Ciências Sociais da China

O vínculo agora assinado surge no seguimento da crescente reaproximação entre a Universidade de Coimbra e a República Popular da China nos últimos anos – com reflexo na criação do Instituto Confúcio da Universidade de Coimbra (em 2016), no reforço das parcerias com instituições académicas da RPC, no desenvolvimento de canais de divulgação da UC em língua chinesa, na criação de bolsas de estudos dirigidas ao fomento das relações académicas, num número crescente de eventos académicos e na criação recente da Academia Sino-Lusófona. A CASS, principal think tank chinesa, “é uma instituição fundamental no contexto da produção de conhecimento sobre a China” e pode assumir “um papel central” na cooperação futura da UC com o país asiático, explicou o reitor João Gabriel Silva.

Igual desejo de fortalecimento das relações mútuas demonstrou Wang Jingqing, vice-presidente da CASS e alto quadro do governo chinês. “Este memorando de entendimento vai abrir uma nova página e fortalecer a cooperação e intercâmbio entre a Academia Chinesa de Ciências Sociais e a Universidade de Coimbra”, afirmou o responsável chinês.

“A nossa escola espera trabalhar em conjunto com a Universidade de Coimbra para fornecer inteligência para a cooperação aprofundada entre a China e Portugal e para o desenvolvimento da parceria estratégica abrangente entre os dois países”, acrescentou Wang Jingqing. “Estamos certos que conjuntamente cumpriremos melhor a nossa missão comum de colocar o conhecimento ao serviço do desenvolvimento dos nossos países num mundo cada vez mais global e interligado”, concluiu João Gabriel Silva.

 

Texto: Rui Marques Simões
Vídeo: Marta Costa

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