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“O meu semi-heterónimo Bernardo Soares que aliás em muitas coisas se parece com Alvaro de Campos, aparece sempre que estou cansado ou sonolento, de sorte que tenha um pouco suspensas as qualidades de raciocinio e de inibição; aquela prosa é um constante devaneio.”

Carta a Adolfo Casais Monteiro (em 13 de Janeiro de 1935)

 

Poderíamos dar início à leitura do Livro do Desassossego de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, com a carta a Adolfo Casais Monteiro. Ou então, como obra inacabada que se defende ser, poderíamos começar de outra forma qualquer.

O desafio, talvez, poderia ser até, não apenas criar a nossa própria leitura, a partir das quatro edições existentes da obra ou das recomendações dadas pela plataforma, mas também criar o nosso próprio Livro do Desassossego. Foi assim que foi idealizado e concretizado o projeto do Arquivo LdoD, apresentado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC) e que está disponível online (https://ldod.uc.pt/)

A ideia surgiu em 2009. O projeto, desenvolvido entre 2012 e 2017, é financiado pela FCT e pela União Europeia, e entra agora numa nova fase, porque “começa-se a observar a interação com os utilizadores”, explicou Manuel Portela. O Arquivo LdoD resulta de uma parceria entre o Centro de Literatura Portuguesa da UC, com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores em Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal.

 

Marta Costa

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