O projeto AMConstruction – Additive Manufacture in Steel Construction (Norberto Pires – CEMMPRE e Trayana Tankova – ISISE), que trabalha em manufatura aditiva, foi o vencedor da iniciativa Internacional Patronage R&D da Universidade de Coimbra (UC).

A manufatura aditiva é uma técnica que se tem desenvolvido a partir de uma tecnologia da década de 50 e que “significa construir objetos em 3D, com a utilização de materiais por camadas”, explica o investigador responsável pelo projeto, Norberto Pires. No projeto destacado, o interesse é nos materiais metálicos, “neste caso em particular, para a utilização de aço para a construção civil”. Mas Norberto Pires revela que estão já a desenvolver outros “para a indústria aeronáutica, automóvel e mesmo do vidro”. É uma tecnologia “que se adapta, dependendo do tipo de técnica usada para transformar o material e o colocar num estado possível de depositar por camadas”, acrescentou.

Com 13 elementos atualmente a trabalhar na equipa, Norberto Pires acredita que é possível desenvolver ainda mais a investigação. Até agora, a manufatura aditiva estava limitada a um plano. Com a utilização de robots, adiciona-se “a possibilidade de imprimir em vários, o que traz grandes desafios e a exploração de várias técnicas diferentes”. “É a parte interessante, não explorada, deste tipo de tecnologia”, acredita Norberto Pires. Desde a “flexibilidade da geometria, que é muito diversa e dependente dos projetos”, à necessidade da impressão ter “de ser feita no local da construção”, passando pelo tamanho das impressões e a necessidade de alterações de última hora.

A iniciativa, que envolve a entrega de 250 mil euros através de mecenato privado, parte da equipa reitoral, explica o Vice-Reitor da UC, Luís Simões da Silva. “Nós sabemos que o mecenato é uma atividade essencial para qualquer universidade”, destaca.

Para a iniciativa foram definidas duas áreas específicas para a candidatura: abordar questões que possam contribuir para o desenvolvimento da economia portuguesa, impulsionada pela engenharia (excluindo aplicações relacionadas à saúde)  ou combater ameaças à agricultura e florestas portuguesas devido às alterações climáticas.

Foram 15 as candidaturas, todas validadas. “Achamos que todos tinham potencial para serem vencedores e vamos tentar incentivá-los de diferentes formas no futuro”, finaliza o Vice-Reitor.

Karine Paniza e F. Fernandes

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