O Laboratório Chimico do Museu da Ciência acolhe, até dia 29 de dezembro, a mais recente instalação do artista Bruno Zhu, no âmbito da programação do Anozero ’19 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

A prática artística de Bruno Zhu mistura, manipula e intersecta histórias, hábitos de consumo, televisão e moda como uma manifestação de afetos frustrados. Encontrados num estado de repouso no Laboratorio Chimico da Universidade de Coimbra, os bebés de Zhu estão rodeados de utensílios de uso e de higiene pessoal que preparam o recém-chegado para o seu dia a dia. Manifestações de um desejo de reinvenção, eles insinuam o corpóreo na sua agregação materialista. Demonstram uma extensão mecânica da dimensão humana, entendendo o corpo humano como um ser sentimental e tecnológico. Ao deixar os materiais encontrarem uma reflexão tétrica de si próprios, Zhu sugere uma política de representação em evasão e uma retórica estabelecida em recusa.

Conheça toda a programação do Anozero ’19 – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra aqui.

F. Fernandes e Milene Santos

Redes Sociais

Os comentários estão fechados

« »