São mais de 30 eventos até ao final do ano, assentes em “quatro núcleos essenciais” que compõem a programação cultural e formativa da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) para 2020. “Promover o livro e a leitura entre os jovens, investir em ações de sensibilização ambiental, promover tertúlias, conferências e acções de formação na área das bibliotecas e reforçar as ligações com a China e o Extremo Oriente”, são os pilares em que a programação cultural e formativa da BGUC se baseia em 2020, revelou o diretor da BGUC, João Gouveia Monteiro.

Um programa “não fechado” mas que resultou da “sintonia com as preocupações da cidade e da UC”. A programação apresentada tem, de acordo com João Gouveia Monteiro, sinergias com várias unidades de extensão cultural

“Seja através de exposições, como a de José Régio ou a já patente de Fernando Namora, ou tertúlias, como a 20 de maio, com Afonso Reis Cabral e Cristina Robalo Cordeiro, “Ler: porquê e para quê?”, ou através de desafios mais ousados, como é o Poetry Slam, que se pretende uma edição por semestre”. João Gouveia Monteiro enumerou vários exemplos dos que podem ser os eventos que que pretendem “promover o livro e a leitura entre os jovens”, o primeiro pilar da programação apresentada.

Quanto ao “investimento em ações de educação ambiental e de sensibilização para a proteção do ambiente”, o diretor da BGUC destaca a organização de quatro sessões, “com nomes muito conhecidos da área em Portugal, como Jorge Paiva ou Francisco Ferreira”. “Todas as sessões são diferentes e vão ver os temas de perspetivas diversas”, adiantou João Gouveia Monteiro.

O diretor da BGUC recordou ainda que a Biblioteca Geral tem “uma responsabilidade especial de coordenação de atividade de bibliotecas”. “Não podíamos deixar de incluir iniciativas que correspondessem aos interesses, anseios e necessidades de formação dos profissionais das bibliotecas”, revelou o responsável. Assim, a programação inclui iniciativas como tertúlias, conferências ou acções de formação com duração mais alargada, na área das bibliotecas.

O reforço das ligações com a China e o Extremo Oriente não foram esquecidos na programação 2020 da BGUC. “Com uma materialização no ICUC ou na Academia Sino Lusófona, queremos ajudar a continuar a percorrer esse caminho”, defendeu João Gouveia Monteiro. Destaque para o recital do pianista/cravista chinês Dai Bo, previsto para março, e uma exposição sobre a Vida e Obra de Lu Xun, em setembro.

Durante a apresentação do programa cultural e formativo da BGUC para 2020, o diretor aproveitou ainda para desvendar a organização da primeira edição do Festival “Flor de Lótus”. O nome, escolhido em homenagem à flor cujo “caule é enterrado na lama, mas consegue desabrochar. Uma metáfora do que pretendemos que a cultura possa fazer na UC”, acredita João Gouveia Monteiro. O evento pretende trazer “não apenas literatura, mas cinema e música”. O diretor da BGUC explica que o conceito do “Flor de Lótus” passa por “ir buscar grandes livros que deram origem a grandes filmes que, por sua vez, deram origem a grandes bandas sonoras”. A primeira edição do festival vai ter lugar entre 20 e 24 de abril, na Sala de São Pedro da BGUC.

Veja aqui a Programação cultural e formativa da Biblioteca Geral para 2020.

 

Marta Costa e Karine Paniza

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