A cidade de Coimbra, a relação entre o novo e o velho, as tradições e as fusões da cidade dos estudantes são os temas representados no musical Capas Negras, com estreia marcada para 28 de maio, no TAGV.

Segundo o diretor criativo do espetáculo, a inspiração surgiu com o filme homónimo de 1947, onde estreou a fadista Amália Rodrigues. De 1947 para 2015, o que mudou? João Moreira responde que são poucas as semelhanças entre o musical e o filme. “Escolhemos dois ou três pontos comuns mas todo o resto foi reescrito. É uma realidade diferente”, afirma.

a cidade é fonte renovada de uma tradição que tem um peso grande e por outro lado, uma pulsão para fazer coisas novas

A história passa-se na Coimbra atual e foca questões diversas enquanto acompanha várias personagens: uma cantora de rock, um rival, uma fadista de Lisboa, um caloiro, uma trabalhadora-estudante e um galã. No palco vamos encontrar de tudo, “desde o caloiro que chegou agora a Coimbra e está deslumbrado” até ao jovem que é “estudante e trabalhador ao mesmo tempo para pagar as propinas”.

Por se tratar um musical sobre uma cidade com um respeitado património cultural, a escolha do reportório foi meticulosa. De acordo com Luís Madeira, diretor musical, os temas foram escolhidos “não apenas por serem simbólicos da cidade ou simbólicos do filme”. A decisão caiu também naquelas canções “que se enquadravam no alinhamento do espetáculo, ou seja, que de alguma maneira podiam ajudar a contar esta história”.

 

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A mensagem final? Em Coimbra há lugar para todos. Luís Madeira conclui que “a cidade é fonte renovada de uma tradição que tem um peso grande, por vezes excessivo; e por outro lado, uma vontade grande, uma pulsão para fazer coisas novas”.

O musical – promovido pela Associação Cultural e Artística do Centro – vai ter a participação dos músicos da Casa de Fados – Centro Cultural àCapella e vai estrear no Teatro Académico de Gil Vicente no dia 28 de maio, pelas 21h30. Os preços variam entre os 12 e os 15 euros. Mais informações aqui.

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Um comentário a Capas Negras, o Musical – Coimbra contada no Palco

  1. Manuel Cardoso diz:

    Porquê só um dia, preveem um calendário mais alargado?

    Bom espetáculo

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