a carregar...

Estudante de doutoramento e docentes da FFUC vencem prémio de investigação científica

Out 16 • Sem comentários em Estudante de doutoramento e docentes da FFUC vencem prémio de investigação científica

Prémio Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira é atribuído pela Ordem dos Farmacêuticos e tem o valor de 10 mil euros.

PartilheShare on Facebook0Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Email this to someone

FFUC premio Maria Odette Santos-Ferreira
Fotografia: © DR

O projeto científico, intitulado “A contribuição do número necessário para tratar (NNT) para uma avaliação do benefício-risco dos medicamentos baseada na evidência”, coordenado pelo estudante de doutoramento da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), Diogo Mendes, venceu o “Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira”, no valor de 10 mil euros, atribuído pela Ordem dos Farmacêuticos (OF).

O Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira visa distinguir anualmente o melhor projeto científico desenvolvido por farmacêuticos portugueses na área da Saúde Pública, cujo contributo destaque o papel do farmacêutico na sociedade e a sua valorização naquela área.

O estudo, no qual participam também os docentes da FFUC, Carlos Alves e Francisco Batel Marques, analisa diferenças na avaliação clínica e da relação do benefício-risco dos medicamentos por especialistas e autoridades, procurando explicar divergências nas decisões das agências reguladoras.

Dando como exemplo o fármaco a rosiglitazona, utilizado no tratamento da diabetes, que foi retirado do mercado europeu em 2010, por problemas de segurança cardiovascular, mas que se manteve em comercialização nos EUA, os investigadores explicam que as agências reguladoras iniciaram projetos destinados a testar e desenvolver metodologias (com foco em abordagens quantitativas) que podem trazer uma maior clareza ao processo de tomada de decisão e ajudar a tomar decisões mais objetivas, consistentes e baseadas em evidência.

A investigação, desenvolvida na Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), abrangeu um período de 15 anos e incluiu outros medicamentos retirados do mercado. Os investigadores consideram que o NNT não substitui outras métricas na avaliação do benefício-risco dos medicamentos, embora forneça informações úteis e de valor acrescentado em avaliações bem definidas.

O número necessário para tratar (NNT) é uma das metodologias recomendadas para testes adicionais na avaliação de benefício-risco dos medicamentos. O NNT é interpretado como o número de doentes necessários para tratar com uma terapia versus outra, para obter um resultado adicional dentro de um dado período de tempo. Pode ser usado para quantificar benefícios (NNTB), danos (NNTH) e relações benefício-risco (ou seja, a probabilidade de ser ajudado ou prejudicado com a utilização de um determinado medicamento).

 

Nota de Imprensa: Cristina Pinto

Redes Sociais

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


*

« »

oo