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David Navega e Mélanie Henriques, investigadores do Laboratório de Antropologia Forense (LAF) do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra (FCTUC), foram distinguidos no simpósio internacional da Forensic Anthropology Society of Europe (FASE).

David Navega venceu o prémio de “Melhor Apresentação Oral” com o trabalho “Lost in the Woods: The Value of Tree Ensemble Modelling for Adult Age-at-Death Estimation from Skeletal Degeneration” e Mélanie Henriques o de “Melhor Poster” com “Injury reconstruction using multi-criteria approach: a preliminary study”.

O principal objetivo do trabalho de investigação de David Navega foi demonstrar o valor de uma abordagem mais holística à análise esquelética e a aplicação de algoritmos de machine learning de modo a obter estimativas mais precisas e fiáveis da idade-à-morte, uma etapa crucial na fase reconstrutiva do processo de identificação em antropologia forense.

Não obstante o elevado número de trabalhos desenvolvidos sobre este tópico, as técnicas disponíveis permitem apenas obter resultados granulares e pouco precisos. O baixo valor preditivo dos métodos de análise macroscópica de restos humanos esqueletizados é atribuído a fatores tais como uma incorreta modelação computacional, estratégias de amostragem incorretas e uma sobrevalorização de abordagens de grande especificidade anatómica.

Já o estudo de Mélanie Henriques foca-se na análise de lesões traumáticas em casos forenses com indivíduos em avançado estado de decomposição ou já esqueletizados.
O objetivo é analisar se existe uma diferente distribuição de fraturas a nível do esqueleto na categoria dos traumatismos contundentes com diferentes origens (quedas e/ou confronto físico). Os dados foram recolhidos através de TAC’s do Hospital de Marselha, França. A amostra é composta por 288 casos de ambos os sexos, dos quais 259 apresentavam traumatismos causados por quedas e 29 devido a confrontos físicos.

Neste estudo preliminar observou-se que existe uma tendência para surgirem mais fraturas nos ossos da bacia quando ocorrem quedas e mais fraturas a nível facial aquando de confrontos físicos.

No mesmo evento, que decorreu em Milão, os investigadores Maria Teresa Ferreira e Calil Makhoul tornaram-se os primeiros portugueses a conseguir a certificação internacional em Antropologia Forense, nível II, pela FASE/IALM (International Academy of Legal Medicine).

 

Nota de imprensa: Cristina Pinto

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