Com 3184 estudantes colocados, a Universidade de Coimbra teve o número de colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de acesso mais elevado desde que se mantêm registos organizados (por exemplo, em 1997, apenas 2582 estudantes foram colocados na UC). Como o número de vagas nos períodos anteriores era inferior a 3000, o valor deste ano é recorde absoluto dos últimos decénios e provavelmente de toda a centenária história da UC.

Este sucesso ocorre num ano em que houve uma diminuição de cerca de 3072 candidatos ao ensino superior, que não é compensado pela diminuição de 1002 vagas nas universidades públicas de Lisboa e do Porto. Ocorre também num cenário demográfico particularmente negativo para a região de Coimbra, onde houve, segundo a Pordata, uma diminuição da população residente, de 2001 para 2017, de 33% na faixa etária dos 15 aos 24 anos, e de 34% na faixa etária de 25 a 34 anos. Esta perda demográfica acentua-se no município de Coimbra propriamente dito, com uma perda no mesmo período de 43% em ambas as faixas etárias.

“Este notável sucesso, conjugado com o aumento de estudantes internacionais, mostra assim que a estratégia de afirmação da Universidade de Coimbra como Universidade Global é a via certa para ultrapassar a catástrofe demográfica portuguesa, que afeta com intensidade redobrada todas as regiões fora das duas grandes áreas metropolitanas” afirma o Reitor, João Gabriel Silva.

Acresce que a UC é a universidade que tem a maior taxa de preenchimento de vagas (97,76%) de todas as universidades fora de Lisboa e Porto. As vagas que ficaram por preencher na UC são essencialmente nos cursos de Engenharia Civil, Engenharia do Ambiente e Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, um cenário generalizado no resto do país – que reflete provavelmente o menor sucesso dos alunos este ano nos exames nacionais de matemática.

 

Rui Marques Simões

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