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"Árvores, testemunhos e singularidades" com Jorge Paiva no Rómulo

A sessão tem lugar no próximo dia 17 de maio, pelas 18h00, no Rómulo.

11 maio, 2022≈ 2 mins de leitura

Na próxima terça-feira, dia 17 de maio, às 18h00, realiza-se no Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "Árvores, testemunhos e singularidades", com Jorge Paiva, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

A moderação da sessão estará a cargo de Carlos Fiolhais.

A sessão está inserida no ciclo de divulgação científica "Ciência às Seis!", iniciativa do Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, destinada ao público em geral interessado em cultura científica. A participação é livre e gratuita, não sendo necessária inscrição.

Os vídeos de sessões anteriores do ciclo estão disponíveis no Canal YouTube do Rómulo.

Resumo da palestra


As árvores, por serem plantas de ampla longevidade (ex. ca. 5.000 anos tem um pinheiro-da-califórnia, Pinus longaeva) são testemunhos de alguns ecossistemas que existiram, assim como da actividade tectónica das placas da crosta terrestre. Além disso, por serem lenhosas, fossilizam melhor do que as ervas. Alguns dos respectivos fósseis são, igualmente, testemunhos da história da cobertura florestal do Globo e da deriva continental.

As árvores funcionam como autênticas fábricas vivas, utilizando ingredientes tão simples como a água e sais minerais absorvidos através das raízes, o dióxido de carbono da atmosfera e a luz do sol como fonte de energia. Uma particularidade destas "fábricas", é que o seu funcionamento, não provoca qualquer poluição, melhorando até a qualidade do ar que respiramos, contribuindo, assim, para a nossa saúde e bem-estar.

Na Natureza, há árvores de enorme biomassa como, por exemplo a Gilbertiodendron maximum, descrita, em 2015, com 100 toneladas e 45 m de altura e uma Sequoiadendron giganteum com 1487 m3 de volume); altíssimas, com o máximo de 116 m de altura de uma Sequoia sempervirens; e até tão baixas e atarracadas, constituindo autênticos “bonsais” naturais como, por exemplo, a Cyphostemma uter.

Além disso, muitas árvores possuem características muito singulares adaptativas aos ecossistemas e aos polinizadores e dispersores dos seus diásporos.

Por outro lado, sobre as árvores vivem muitas plantas (epífitas), como musgos, fetos, orquídeas e até arbustos, muitos animais, como mamíferos, aves, moluscos, insectos, fungos e microrganismos.

Uma árvore não é, pois, apenas um indivíduo; é um conjunto de ecossistemas. Quando se abate uma árvore, destroem-se muitos ecossistemas.

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