Bolsas do Prémio UC promovem a cultura da AAC
Para além de apoio direto ao trabalho realizado pelas secções, a Associação Académica de Coimbra vai dinamizar a iniciativa "Cultura além Nações”, que pretende a integração e o acolhimento dos estudantes internacionais que escolhem a UC como casa.
No último ano, as 16 Secções Culturais e Sociocientíficas, Organismos Autónomos e grupos académicos da Associação Académica de Coimbra (AAC) realizaram mais de 280 iniciativas que contaram com mais de 250 mil participantes presenciais.
A produção cultural estudantil assume, atualmente, "um papel decisivo como fator de atratividade e fixação de estudantes" em Coimbra, adianta o Secretário-Geral do Conselho Cultural da AAC, Vítor Sanfins. O responsável defende que "a cultura é um dos maiores motores de promoção da região e um poderoso campo de inovação e empreendedorismo". Por estas razões, o dirigente estudantil considera que o gesto de Herman José, para além de simbólico, foi "de respeito, reconhecimento e confiança no trabalho cultural que os estudantes desenvolvem diariamente".
Galardoado com o Prémio UC 2025, o humorista escolheu partilhar a distinção com a AAC. O galardão "distingue uma pessoa, mas beneficia também instituições ou entidades", recorda o Vice-Reitor da Universidade de Coimbra (UC) para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta. De acordo com Delfim Leão, escolher a AAC “foi uma opção feliz”. “Foi uma maneira de espelhar a riqueza da personalidade [Herman José] enquanto artista, projetando essa mesma riqueza sob a AAC e as forças vivas que a constituem, nomeadamente aquelas que se dedicam à cultura”.
Para além do apoio direto ao trabalho realizado pelas secções na AAC, a estrutura escolheu ainda realizar a iniciativa "Cultura além Nações”. Este programa de um mês, em colaboração com o Conselho Académico Internacional, pretende "promover a integração e o acolhimento dos estudantes internacionais que escolhem a Universidade de Coimbra como casa", explica Vítor Sanfins. Aliar a música, a gastronomia, o cinema e a ciência, com as tradições de cada país, são os grandes objetivos. E o desafio ficou lançado: trazer Herman José a participar.
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Eis o que pode fazer:
“A cultura faz parte da educação e não conseguimos ver uma sem a outra”, garante a presidente da Fundação Santander, Inês Rocha de Gouveia. Presente na sessão, a responsável salienta o papel da cultura e dos jovens para “destruir muros e construir pontes e diálogo”. De acordo com Inês Rocha de Gouveia, a confiança de Herman José nas secções culturais da AAC é a prova de que são “um símbolo muito importante, enquanto embaixadores e faróis para o futuro”.
Também o Vice-Reitor para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta da UC reforça a posição da Académica na área: “os números são inequívocos”. “Arrisco-me a dizer que nenhuma outra associação tem esta pujança”.
As Bolsas Culturais do Prémio UC são dinamizadas pela Universidade de Coimbra, com o apoio da Fundação Santander, e têm como objetivo reconhecer o mérito cultural e promover a produção cultural da UC.
A sessão decorreu na Sala do Senado a 4 de novembro, na presença de representantes das secções culturais e do Observatório da Cultura da Universidade de Coimbra.