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Cartas com Ciência – um desafio para cientistas e para crianças de toda a lusofonia

A Universidade de Coimbra é uma das entidades parceiras do projeto que teve início no primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, 5 de maio de 2020.

24 novembro, 2020≈ 4 mins de leitura

© DR

O que pergunta uma criança a um cientista? “Crianças de diferentes sítios têm perguntas muito diferentes”, começa por contar a investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (CEF/FCTUC), Maria do Céu Madureira. Atualmente em São Tomé e Príncipe, a investigadora conta que quando ouviu falar do projeto Cartas com Ciência achou “muito interessante”. “Passar o que fazemos de uma forma simples, que consiga ser entendida por todos” é um desafio. E “tirar um pouco do nosso tempo para o fazer, enriquece-nos também”, sublinha.

Assim se pode explicar um pouco a essência do projeto Cartas com Ciência, que arrancou oficialmente a 5 de maio de 2020, o primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa. A iniciativa surgiu pela mão de Mariana Alves e Rafael Galupa e identifica-se como “uma spin-off da Native Scientist, inspirada no projeto americano Letters to a Pre-Scientist“. Os dois fundadores viram “uma oportunidade de trazer o programa para a Lusofonia e fazer o projeto em Português”, conta a antiga aluna de Bioquímica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, atualmente a estudar na Alemanha, Mariana Alves.

Há hoje quatro turmas em funcionamento – em Portugal (uma em Coimbra e outra em Odivelas, com a Associação Tira-me da Rua), em Timor Leste e em São Tomé e Príncipe. A Cartas com Ciência emparelha, durante um ano letivo, “cientistas e estudantes tendo em conta interesses científicos e lúdicos dos alunos para criar uma experiência inesquecível e uma troca de cartas memorável”, resume Mariana Alves. “O objetivo é fomentar conversas duradouras e individuais que promovam a literacia científica e da Língua Portuguesa”, acrescenta a antiga aluna da UC.

Para Maria do Céu Madureira, cada criança, “de Portugal ou de Timor, tem experiências de vida diferentes e um contacto com a ciência diferente. Isto leva a própria imaginação a patamares muito diferentes”. Quando foi emparelhada com uma criança, a investigadora da UC descreve que ficou “com expetativa, desejosa e ansiosa”. “E recebi a primeira carta com um sorriso de orelha a orelha”, acrescenta.

Para saber mais sobre o programa, veja a página em https://www.cartascomciencia.org/

 

Marta Costa
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