Cultura

Orphika 2022: Cantata de Natal “O Pássaro Azul” encerra ciclo de música da UC

O concerto, inspirado no livro “O Pássaro Azul – Contos e Poemas de Natal” de António Arnaut, sobe ao palco do Convento São Francisco a 8 de dezembro, pelas 19 horas.

05 dezembro, 2022≈ 2 mins de leitura

© UC l Ana Bartolomeu

Inspirado pela obra “O Pássaro Azul”, de António Arnaut, o compositor Paulo Bernardino compôs uma Cantata de Natal, espetáculo que vai encerrar a 4.ª edição do ciclo de música Orphika.

“Fazia parte das minhas intenções, desde sempre, musicar um tema de António Arnaut”, revela Paulo Bernardino, que desconhecia a obra, até a encontrar na estante da Biblioteca Municipal de Coimbra. “São sete contos e 21 poemas e achei os textos muito interessantes", explica. De acordo com o compositor, a obra "reflete a profunda humanidade de António Arnaurt”.

Em palco, vão estar mais de 200 pessoas “a pôr em música aquilo que é “O Pássaro Azul” de António Arnaurt.” Esta Cantata, “que só de música tem quase uma hora”, vai ser interpretada pela Orquestra Clássica do Centro e por um conjunto de quatro coros: o Coro Carlos Seixas, de Coimbra, um coro de Perosinho (Gaia), um coro de Arouca e outro de Penela.

Paulo Bernardino começou a compor a Cantata de Natal em outubro de 2021 e terminou em agosto passado, “a trabalhar de manhã à noite”. Um projeto que só avançou “graças ao financiamento no âmbito do programa “Garantir Cultura”, revela.

“A composição da Cantata é apenas uma parte" do projeto, garante o compositor. "A segunda parte é a publicação da mesma, que será feita através da Imprensa da Universidade de Coimbra” no futuro, avança Paulo Bernardino.

O espetáculo estreia a 8 de dezembro, pelas 19 horas, no Grande Auditório do Convento São Francisco.

Conheça a programação completa do ciclo de música da Universidade de Coimbra Orphika aqui.

Cantata de Natal “O Pássaro Azul” | 8 dezembro | 19h00 | Grande Auditório do Convento de S. Francisco


António Arnaut, “pai” do SNS, revela na sua obra “O Pássaro Azul” o verdadeiro espírito natalício cristão. Nada de luzes, festas ou grandes banquetes. Nesse cenário, o Homem sofre por todos aqueles que foram esquecidos pela Humanidade. Enquanto uns festejam o “Natal”, Arnaut celebra o amor. Esta Cantata procura “dar asas” ao “pássaro azul”, transpondo os textos para o formato coral sinfónico, em homenagem à bravura do SNS e a todos os artistas que tanto têm sido condicionados com a pandemia.

Paulo Bernardino c/ Orquestra Clássica do Centro

Bilhetes disponíveis na Bilheteira do Convento de São Francisco

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