“Nunca sabemos o que chama o público a ir a um espetáculo. Se é o título ou a sinopse” ou se é por mero acaso. Para sexta-feira, 28 de novembro, qualquer que seja a razão, os caminhos levam ao Pavilhão Centro de Portugal, onde o Trio de Sopros da Orquestra Clássica do Centro apresenta “Identidade(s)”.
Que “seja um momento de descoberta”, espera o clarinetista Samuel Marques. Juntamente com a flauta transversal de Mafalda Carvalho e o fagote de Bruna Carvalho, compõe o trio que sobe ao palco para o espetáculo, inserido no programa do Ciclo de Música Orphika. Em “Identidade(s)” pretende-se “combinar a identidade portuguesa e a da formação (do trio)”. E para o espetáculo, o objetivo passa por ver o público a ser “surpreendido pela positiva, por sonoridades que não está habituado a ouvir e tenha interesse para explorar a música deste e outros compositores”.
Este é António Fragoso. Compositor de Coimbra que “morreu precocemente e deixou uma obra extensa de peças”, acrescenta Samuel Marques. “Achámos que é nossa missão fazer também a divulgação da música portuguesa”. Por essa razão, o trio selecionou três peças do compositor para apresentar no concerto e que “retratam a nossa identidade, a tal saudade, a beleza e o amor”. Mas não se ficam por aí. Vão ainda apresentar algumas peças do cancioneiro popular português e, revela ainda Samuel Marques, algum repertório mais clássico.
Organizado pela Orquestra Clássica do Centro, o espetáculo tem início previsto para as 21h30, no Pavilhão Centro de Portugal. A entrada é livre.
Consulte a programação completa da 7.ª edição do Ciclo de Música Orphika em https://www.uc.pt/cultura/orphika/.