Duas professoras conhecem-se em Cantanhede. Em comum têm a paixão pela música clássica. Estas notas são suficientes para compor o Duo ÉCÂntia.
“O duo surgiu na cidade de Cantanhede, onde se cruzaram os nossos caminhos, porque somos lá as duas professoras, e o que nos uniu foi a busca pela beleza sonora”, começa por explicar Rita Domingues, que toca guitarra clássica.
Juntamente com Catarina Silva, com a sua flauta transversal, deram forma a “um projeto onde o sol se transforma em emoção e o gesto se faz poesia, foi assim que nasceu o ÉCÂntia, o nome que carrega o eco do lugar onde tudo começou e o verbo que define a sua essência em cantar”, acrescenta Rita Domingues.
É a primeira vez que participam no Ciclo de Música Orphika, organizado pela Universidade de Coimbra. “Ficámos a conhecer o evento através de alguns colegas músicos que nos falaram muito bem deste projeto e achámos que era uma boa oportunidade para divulgar o nosso trabalho e para tocar em público”, refere Rita Domingues.
E assim surgiu “Raízes e Ressonâncias”, um concerto intimista onde o “público é convidado a sentir as raízes culturais de vários países através do olhar sonoro de compositores contemporâneos”, como Béla Bartók, Maximo Diego Pujol, Miroslav Tadić, Celso Machado e Fernando Lopes-Graça. Com música da zona dos Balcãs, da América Latina e de Portugal, o espetáculo é um convite para celebrar a forma como cada compositor transformou o folclore do seu país em arte viva e universal.
O espetáculo, com entrada livre, realiza-se a 13 de novembro, entre as 18h30 e as 20h00, na Sala de São Pedro da Universidade de Coimbra.
Consulte a programação completa da 7.ª edição do Ciclo de Música Orphika em https://www.uc.pt/cultura/orphika/.