JBUC a criar tradições a partir das tílias

O Jardim Botânico da UC oferece, no mês de dezembro, tília aos colaboradores da Universidade para aquecerem o corpo e a alma.

MC
Maria Cano
KP
Karine Paniza
18 dezembro, 2025≈ 3 mins de leitura

© UC | Karine Paniza

A Avenida das Tílias, percurso central do Jardim, é o lugar-chave. Os protagonistas? Estudantes e flores. A inspiração veio dos jardineiros. Tudo começou há algumas décadas. Os jardineiros do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC) recolhiam tílias para oferecer a familiares e amigos. E, porque as boas ideias devem ser replicadas, o JBUC passou a oferecer tília aos colaboradores da Universidade de Coimbra (UC). O objetivo? Fazer chá, ou melhor, uma infusão.

“Achámos a ideia tão deliciosa [recolha de tílias pelos jardineiros] que resolvemos alargá-la e oferecer chá de tília, na realidade uma tisana de tília, aos nossos colegas e colaboradores da Universidade”, explica a responsável pelo serviço educativo e de comunicação do JBUC, Joana Cabral Oliveira.

A oferta é feita em dezembro, mas o processo começa vários meses antes. É das tílias-prateadas, que têm “as flores mais aromáticas”, que se “recolhem, entre o final da primavera e o início do verão, não as folhas, mas as flores e as brácteas, que são folhas modificadas para proteger uma estrutura”, elucida.

Após a recolha e a secagem das flores e das brácteas, entram em cena estudantes da Universidade de Coimbra, com o modo voluntariado ativado.

Este ano, alguns dos protagonistas, isto porque há mais grupos de voluntários, foram Ahmet Ağirman, Ana Beatriz Dias, Inês Abrantes, Inês Amaro e Pedro Silva. Munidos de vontade e espírito de entreajuda, os jovens voluntários separam as flores e as brácteas da tília e colocam vários montinhos em inúmeros sacos.

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Quem pensa que estes estudantes estão ligados à Botânica não poderia estar mais enganado. Frequentam áreas tão diversas e díspares como Geografia, Segurança Alimentar, Engenharia Civil, Direito e Museologia. Como se encontraram aqui? Bem, depende. “Sempre gostei muito de plantas e de animais” e “tive uma professora que fez voluntariado cá”, refere Ana Beatriz Dias, natural de Coimbra.

Há também quem seja repetente, no bom sentido da palavra. E quem venha pelo passa-a-palavra. “Conheci o voluntariado pela Inês”, que “gostou da iniciativa e convidou-me a experimentar”, diz Pedro Silva.

O trabalho destes voluntários extravasa a atividade das tílias. Ser feito quase sempre no exterior e algo diferente do que fazem no dia a dia também conta. Que o diga Inês Abrantes. “É ao ar livre e passo tanto tempo presa na sala ou a fazer os meus projetos”, que “acho que faz bem sair de casa, estar com outras pessoas”.

Quanto à entrega dos referidos saquinhos, vai no terceiro ano e é um mimo sempre bem recebido pela Comunidade UC. Para o ano há mais.

Sobre a tília


  • Tília: São tipicamente árvores que podem chegar aos 25-30 metros de altura, apresentam copas largas e frondosas e as suas árvores têm flores, folhas, frutos e madeira.
  • Origem das tílias: América, Ásia e Europa.
  • Presença de tílias em Portugal: tília-prateada (Tilia tomentosa), tília-de-folhas-pequenas (Tilia cordata), tília-de-folhas-grandes (Tilia platyphyllos), tília-americana (Tilia americana) e tília-europeia (Tilia x vulgaris), também chamada como tília-comum (híbrido resultante do cruzamento entre duas espécies).
  • Razões da plantação em Portugal: Principalmente para dar sombra a avenidas e jardins.
  • Curiosidade: a madeira da Tília é usada em instrumentos musicais.

Fonte: https://florestas.pt/

Chá, infusão ou tisana. Quem é quem?


  • Chá: infusão das folhas ou outras partes da Camellia sinensis, espécie de arbusto ou pequena árvore originária da Ásia oriental. No entanto, é comum usar-se a palavra chá para qualquer infusão ou tisana feita a partir de outras flores, folhas ou ervas.

  • Infusão: bebida resultante da imersão de partes de uma única espécie de folha, raiz, semente ou planta em água quente, menos a Camellia sinensis
  • Tisana: mistura de várias espécies numa mesma bebida quente.

Fonte: https://florestas.pt/

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