Miguel Bajouco, professor e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Médico Psiquiatra no Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, é o vencedor da Bolsa D. Manuel de Mello, no valor de 50 mil euros, e que premeia a investigação na área da esquizofrenia e das doenças mentais graves.

O premiado venceu com o projeto de investigação “Neuroimagem multimodal no Primeiro Episódio Psicótico: a procura por biomarcadores de resposta ao tratamento”, que tem como objetivo melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das pessoas que sofrem de doenças mentais graves, como a esquizofrenia, que afetam 23.6 milhões de pessoas a nível mundial.

Trata-se de uma área na qual se têm verificado, nas últimas décadas, avanços importantes ao nível do tratamento, mantendo-se no entanto um grande obstáculo, o facto de a resposta dos doentes às terapêuticas ser muito distinta de caso para caso. Esta é uma situação que cria dificuldades e demora na identificação do tratamento adequado para cada paciente, o que traz impactos negativos ao estado clínico e funcional dos mesmos.

O projeto liderado por Miguel Bajouco pretende investigar, através de métodos de Inteligência Artificial e de técnicas de neuroimagem, como a Ressonância Magnética e a PET (Tomografia por Emissão de Positrões), as diferenças na conetividade e química do cérebro dos doentes, desde o primeiro episódio da doença, por forma a identificar biomarcadores que poderão indicar precocemente o tratamento mais adequado e personalizado para cada doente, contribuindo, assim, para a melhoria do prognóstico e qualidade de vida de quem sofre destas doenças.

Desenvolvido por uma equipa de investigadores do CIBIT – Coimbra Institute of Biomedical Imaging and Translational Research, da Universidade de Coimbra e do Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o projeto de investigação liderado pelo Médico Psiquiatra Miguel Bajouco, conta com a coordenação de Miguel Castelo-Branco e António Macedo da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Salvador de Mello, presidente do Conselho de Administração da José de Mello Saúde, considera que a Bolsa D. Manuel de Mello é “um incentivo à investigação e ao desenvolvimento de melhores práticas clínicas ao serviço dos doentes”. E acrescenta que: “Promover a excelência em saúde passa também por criar uma maior proximidade entre o meio académico e as instituições de saúde. O investimento no ensino e na cooperação com as instituições universitárias é estratégico para o futuro dos cuidados de saúde, pelo que iniciativas como a Bolsa D. Manuel de Mello, que conta já com 13 anos de história e mais de uma dezena de projetos de investigação apoiados, são fundamentais para valorizar o mérito dos investigadores portugueses, e dos seus trabalhos, e contribuir para a melhoria contínua dos cuidados de saúde, sendo este o principal propósito da José de Mello Saúde, da CUF e da Fundação Amélia de Mello, ao promoverem este prémio”.

A Bolsa D. Manuel de Mello é uma bolsa de investigação anual instituída, em 2007, pela Fundação Amélia de Mello em parceria com a José de Mello Saúde e a CUF, que se destina a premiar jovens médicos que desenvolvam projetos de investigação clínica, no âmbito das unidades de investigação e desenvolvimento das Faculdades de Medicina portuguesas.

 

Milene Santos (com José de Mello Saúde)

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