Datada de 1634, a Porta Férrea está hoje de cara lavada. Depois de uma intervenção profunda, à semelhança do que já tinha sido feito com outras zonas da Alta Universitária, como a Via Latina ou a Torre da Universidade de Coimbra (UC), a Porta Férrea está pronta a ser novamente apresentada.

o objetivo foi sempre preservar a autenticidade quer dos materiais quer das técnicas construtivas

A entrada para o Paço das Escolas “é um conjunto monumental em calcário de Ançã, que é um material excelente para escultores mas com alguns problemas face à intempérie que lhe provoca danos, alguns irreversíveis”, conta o projetista e assessor técnico da obra, Fernando Marques. Perante uma grande diversidade de danos e patologias, a intervenção na Porta Férrea levou à ação de uma equipa multidisciplinar que englobava especialistas “uma equipa da biologia, arqueologia, geologia e também da fotografia”, adianta. Foi usada “uma estratégia específica e para cada caso foi feita uma ação conservativa especifica”. A primeira coisa que “saltava à vista” que era o estado manchado da Porta. Outra questão foi o estado da junta das pedras, onde o processo realizado foi semelhante ao que tinha sido feito na Torre.

“Toda a intervenção se caracterizou por uma filosofia de intervenção mínima, quer de consolidação quer de limpeza”, adianta ainda Fernando Marques. De acordo com o responsável, o objetivo foi sempre “preservar a autenticidade quer dos materiais quer das técnicas construtivas”. “Só tivemos de ser mais invasivos quando se tratou de questões estruturais”, recorda o projetista. “Porque isso já implica questões de segurança para as pessoas que passam todos os dias na Porta Férrea”, justifica.

 

 

A UC vai apresentar as obras de reabilitação da Porta Férrea na próxima segunda-feira, 22 de junho, pelas 12 horas, no âmbito da comemoração do segundo aniversário da classificação da UC: Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade da UNESCO. No mesmo dia vai ainda ser apresentado um inteiro postal comemorativo dos CTT

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