O Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra vai inaugurar um pêndulo gigante, conhecido por Pêndulo de Foucault. A inauguração acontece a 25 de outubro, pelas 17h, no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.

Foucault é o nome do físico francês que no século XIX montou um dispositivo destes, embora ainda maior, no Panteão de Paris. O pêndulo de Foucault serviu no século XIX, assim como serve hoje, para provar, numa experiência efectuada na superfície terrestre, que o nosso planeta gira em torno do seu eixo. “Convido‐vos a ver a Terra girar”, disse o físico.

Da mesma maneira, todos são convidados a ver a Terra girar ao observar o pêndulo de Foucault em funcionamento permanente, noite e dia, graças à força da gravidade, à entrada do Departamento de Física. Aos visitantes, bastará esperar um pouco para verificar, sem margem para dúvidas, que o plano de oscilação do pêndulo gira, o que só se pode explicar pelo efeito da rotação da Terra em torno do seu eixo.

O pêndulo foi montado por uma empresa de Granada (Espanha) especializada em experiências de Física para o grande público, que já montou cerca de duas dezenas de pêndulos destes em todo o mundo. O pêndulo é inaugurado quando o Rómulo está prestes a completar sete anos de atividade e acontece na abertura de uma reunião de todos os Centros Ciência Viva do país que se está a organizar em Coimbra.

Na inauguração vai estar presente a diretora da Ciência Viva Agência Nacional para a promoção da Cultura Científica e Tecnológica, Rosalia Vargas, e o diretor do Rómulo, Carlos Fiolhais. Para Carlos Fiolhais, o movimento permanente deste pêndulo “é um bom símbolo do trabalho continuado, diário, dos centros Ciência Viva, organizados em rede em todo o país, para os quais o Rómulo funciona como moderno centro de recursos. Enquanto a Terra gira, a cultura científica move‐se nos centros Ciência Viva nacionais.”

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