Em sete anos, a Universidade de Coimbra triplicou o financiamento competitivo obtido. Enquanto em 2011 o sector de projetos da UC geriu 16,5 milhões de financiamento anual, em 2018 – embora o ano ainda não esteja terminado – está já a gerir 48,2 milhões de euros.

O aumento percentual mais relevante é no financiamento de investigação obtido diretamente a partir de fontes internacionais (essencialmente a Comissão Europeia, mas também a União Africana e algumas fundações americanas), que a Universidade de Coimbra passou de 24 projetos, com um valor anual de 604 mil euros, em 2011, para 80 projetos, com um valor anual de 5,1 milhões (cerca de 8 vezes mais), em 2018. Trata-se de uma evolução decisiva para a estratégia de globalização que a UC tem seguido.

Um progresso similar ocorreu no financiamento para a mobilidade e cooperação internacionais, igualmente vindo da União Europeia, em que a UC subiu de 616 mil euros (2011) para 2,7 milhões (2018). Mas também na captação de fundos nacionais para a investigação a instituição foi bem-sucedida, tendo mais do que duplicado o financiamento anual, de 10 milhões (2011) para 24,7 milhões (2018).

Muito relevante é igualmente o aumento do número de eventos (conferências, colóquios, congressos, etc.) organizados no âmbito da Universidade de Coimbra, não só por significar um aumento de atividade, mas também por mostrar um claro reconhecimento da melhoria do funcionamento administrativo interno da instituição – pois se assim não fosse muitos desses eventos teriam sido organizados fora do âmbito da UC. A Universidade de Coimbra passou de cerca de 40 eventos, em 2011, para aproximadamente 100, em 2018 – com um orçamento global que subiu de 230 mil euros (2011) para 1,7 milhões (2018). Repare-se que não estão incluídos nestas contas os Jogos Europeus Universitários de 2018 (que, só por si, tiveram um orçamento de mais de 4 milhões de euros).

Este aumento de financiamento competitivo é ainda mais significativo se tivermos em conta que não inclui edifícios, pois no QREN (Quadro Estratégico de Referência Nacional) que terminou em 2013 era possível obter financiamento para esse efeito (por exemplo, em 2012, a UC teve cerca de 8 milhões com esse objetivo), mas no Portugal 2020 os edifícios universitários deixaram de ser elegíveis. Os valores aqui indicados também não incluem os projetos obtidos diretamente pelas associações privadas sem fins lucrativos associadas à UC, como o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), o Centro de Estudos Sociais (CES), o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), o Instituto de Telecomunicações (IT) ou o Instituto Pedro Nunes (IPN).

É de referir ainda que todos estes são valores anuais: por exemplo um projeto de 900 mil euros que decorra durante três anos só contribui com 300 mil euros em cada um dos anos em que está ativo.

“Este crescimento notável da capacidade da Universidade de Coimbra para atrair financiamento competitivo nos últimos anos sete anos é uma das razões centrais para termos conseguido atravessar o período da troika sem grandes estragos, pois conseguimos compensar o abaixamento do financiamento do Estado com financiamento obtido diretamente por nós” afirma o Reitor da UC, João Gabriel Silva. “O que muitos não sabem é que este crescimento de receita própria tem sido essencial com todos os Governos dos últimos anos. O Governo do primeiro-ministro José Sócrates introduziu cortes salariais fortes, mas cortou os orçamentos das universidades num montante superior ao corte salarial, pelo que a margem orçamental disponível encolheu. O Governo seguinte, do primeiro-ministro Passos Coelho, fez o mesmo: cortou sempre aos orçamentos mais do que resultava apenas dos cortes salariais. O atual Governo, embora em escala menor, tem feito algo de equivalente: acabou com os cortes salariais, e determinou aumentos salariais, o que é muito positivo, mas só entregou às universidades parte do dinheiro necessário para isso, pelo que novamente a margem orçamental disponível nas universidades baixou. Dito de outra forma, durante todos estes anos temos tido de tapar com receita própria os sucessivos buracos orçamentais com que os sucessivos Governos nos foram presenteando”, acrescenta.

“Mas o que mais me satisfaz é que a fantástica demonstração de vitalidade da Universidade de Coimbra, que esta evolução mostra, é a melhor garantia de que temos plenas condições para continuar a prosperar no futuro”, conclui o Reitor.

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