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Universidade de Coimbra disponibiliza o arquivo de imagens do Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste

A apresentação pública do arquivo CAMSTL decorreu na Sala do Senado da Reitoria da Universidade de Coimbra, a 21 de fevereiro.

22 fevereiro, 2019≈ 4 mins de leitura

Já é possível aceder ao arquivo do Centro Audiovisual Max Stahl de Timor-Leste (CAMSTL) instalado na Universidade de Coimbra. O arquivo, que funciona como uma réplica sincronizada do arquivo original localizado em Díli, está acessível através da internet em www.uc.pt/camstl.

O Centro Audiovisual Max Stahl Timor-Leste (CAMSTL) é um repositório online, com mais de 5000 horas de gravações, ao qual acrescem cerca de 400 horas por ano, que acompanha e regista a história de Timor-Leste. As imagens icónicas do massacre de Santa Cruz, episódio que permitiu mostrar ao mundo as condições da ocupação de Timor-Leste pela Indonésia, são uma das riquezas do vastíssimo espólio de vídeos e outros documentos.

A UNESCO considerou Timor-Leste como a primeira nação na história a alcançar a independência através do poder das imagens audiovisuais que chegaram à comunidade internacional. Em 2013, estas imagens foram inscritas no Registo da Memória do Mundo.

Para o autor das imagens, o jornalista Max Stahl, a parceria com a UC, formalizada em dezembro de 2016, é uma “questão de sustentabilidade” e uma parte fundamental para a preservação do arquivo. Em Coimbra “vamos poder avançar com segurança e confiança”, refere ainda o jornalista. Já o reitor da UC, João Gabriel Silva, enaltece o orgulho da instituição em “desempenhar um pequeno mas importante papel na preservação do arquivo e na participação na escrita da história de Timor-Leste”. A terminar o segundo ano de mandato, João Gabriel Silva adianta que não tem dúvidas de que a UC “continuará profundamente empenhada no desenvolvimento e preservação deste arquivo”.

Na sessão de apresentação pública, que teve lugar na Sala do Senado da Reitoria da UC, esteve também presente a encarregada de Negócios da Embaixada de Timor-Leste em Portugal, Maria de Lourdes de Sousa, que destacou “o interesse e o esforço da Universidade de Coimbra e do Max Stahl na preservação deste arquivo”. “É um orgulho ter um irmão assim para o povo timorense”, disse ainda a responsável.

Como forma de preservar e enriquecer o mais completo repositório audiovisual  do passado e presente de Timor-Leste, disponibilizando-o para investigações e projetos educativos, a Universidade de Coimbra (UC) trabalhou ativamente nos últimos dois anos na conservação do arquivo CAMSTL. A sua disponibilização à comunidade tem como objetivo facilitar projetos e parcerias, ao fornecer uma infraestrutura fiável e sustentável colocada à disposição da comunidade académica internacional. De entre as múltiplas utilizações do arquivo destacam-se a investigação e desenvolvimento do próprio arquivo, parcerias para fins educacionais, formação e desenvolvimento de boas-práticas em arquivos audiovisuais e a produção cinematográfica.

François Fernandes e Milene Santos

 
 
Apresentação do arquivo Max Stahl

 
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