UC recebe financiamento internacional para aplicar programa “Anos Incríveis” em zonas carenciadas do distrito de Coimbra

Mai 11, 2015

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FPCEUC entrada
A investigação conta com a colaboração da Universidade de Tromso na Noruega.
Fotografia: © UC | Marta Costa

Ao todo são 60 Jardins de Infância de zonas carenciadas do distrito de Coimbra que vão receber o programa “Anos Incríveis”, já testado com sucesso em Portugal por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), em crianças em idade pré-escolar com problemas de comportamento.

Denominado “Anos Incríveis para a promoção da saúde mental”, o atual projeto visa diminuir desigualdades sociais e promover a saúde mental em crianças de idade pré-escolar e acaba de obter um financiamento internacional de 295 mil euros no âmbito do Programa “Iniciativas de Saúde Pública”, European Economic Area Grants (EEA-Grants).

Originário dos Estados Unidos da América (EUA), o programa Anos Incríveis tem sido amplamente aplicado em vários países de todo mundo e distingue-se por utilizar uma nova abordagem, baseada na evidência, para atuar tanto na prevenção como na intervenção precoce em problemas de comportamento. Ao apostar em estratégias positivas, o programa funciona como uma vacina para prevenir perturbações mentais futuras.

O projeto que agora se inicia foca-se nos profissionais de primeira linha, nomeadamente nos educadores de infância. A equipa de investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da UC (FPCE-UC), liderada por Maria João Seabra Santos e Maria Filomena Gaspar, além de transmitir aos profissionais as competências necessárias para aplicação dos Anos Incríveis, também vai monitorizar a sua implementação junto das crianças, em sala de atividades.

Pretendemos obter um efeito bola de neve

O grande objetivo é que esta abordagem se transforme num Plano Nacional de Promoção de Saúde Mental. «Pretendemos obter um efeito bola de neve, isto é, vamos formar um conjunto alargado de educadores de infância que serão depois os embaixadores do programa junto de outros profissionais, replicando o modelo em zonas cada vez mais alargadas do país», afirmam Maria João Seabra Santos e Maria Filomena Gaspar.

O financiamento agora obtido «permite continuar a levar os Anos Incríveis a cada vez mais famílias e educadores, procurando promover a saúde mental de crianças em idade pré-escolar, aumentar a eficácia dos profissionais que lidam com elas e promover uma interação positiva entre a escola, os profissionais de saúde e a família», realçam as também docentes da UC.

Para a seleção das escolas que vão receber formação e intervenção, a equipa conta com o apoio da Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) e da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), parceiras do projeto.

A investigação conta igualmente com a colaboração da Universidade de Tromso (Noruega), um modelo a seguir na investigação e implementação dos programas Anos Incríveis, e contempla ainda uma intervenção em Centros de Saúde.

 

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