Os 300 anos da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra vão ser celebrados com uma emissão filatélica dos CTT. Os dois selos que constituem este lançamento especial vão entrar em circulação a 28 de setembro e serão apresentados a 25 de outubro, pelas 18 horas, na Biblioteca Joanina.
De acordo com os CTT, um dos selos desta emissão mostra diversos pormenores da Biblioteca Joanina, entre eles “a vista geral da sala 2 da biblioteca (lado norte) através de uma fotografia de Paulo Mendes; uma Bíblia Hebraica, dita “Bíblia de Abravanel”, da segunda metade do século XV; a folha 6 (salmos iniciais), parte do acervo da Biblioteca Joanina; a bíblia “atlântica” do século XII, num pormenor da folha 2 do Livro da Sabedoria; e uma carta de fidalguia manuscrita e iluminada do licenciado Prado de Vivar Vecino de Griñon, de 13 de agosto de 1569”.
No outro selo podemos observar “a estante, da autoria de Gaspar Ferreira e Manuel da Silva; também a Bíblia Hebraica, dita «Bíblia de Abravanel», mas desta feita a folha 384v (decorações micrográficas finais); um pormenor da coroa sobre o “emblema” da Teologia, na Sala 3 da Biblioteca, da autoria de Gaspar Ferreira (talha) e Manuel da Silva (douradura); e a Bíblia “atlântica” (atrib. Estrasburgo, séc. XII), “Tábuas dos Cânones Evangélicos”.
Segundo os CTT, esta emissão filatélica celebra “o património cultural e arquitetónico de Portugal e levam-no além-fronteiras, através daquela que já por várias vezes tem sido apontada por organismos nacionais e internacionais como a «biblioteca mais bela do mundo»”.
A emissão é, assim, composta por dois selos, um com o valor facial de 0,50€ e uma tiragem de 125 000 exemplares e outro com o valor facial de 1,00€ e uma tiragem de 115 000 exemplares. Os selos têm o formato de 80 X 30,6 mm e o design esteve a cargo de B2 Design.
A Biblioteca Joanina foi construída entre os anos 1717 e 1728 e é um dos expoentes máximos do barroco português. O seu nome surge em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750), que patrocinou a sua construção e cujo retrato, da autoria de Domenico Duprà (1725), ocupa um local de destaque no espaço.
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Publicado por: Milene Santos
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